Texto do argentino Rafael Spregelburg é encenado em palco carioca

FOTO: Divulgação

Espetáculo TUDO tem como diretor Guilherme Weber e Julia Lemmertz no elenco

A comédia dramática TUDO, inédita nos palcos do Brasil, obra do dramaturgo argentino Rafael Spregelburg e dirigida pela ótica do ator e diretor Guilherme Weber, também responsável pela tradução do texto, está em cartaz no Teatro Firjan SESI, no Centro do Rio de Janeiro, até o dia 17 de julho.

O espetáculo tem um elenco de peso, formado por nomes conhecidos do grande público brasileiro. Julia Lemmertz, Vladimir Brichta, Dani Barros, Claudio Mendes e Márcio Vito são os atores que apresentam à plateia as três fábulas morais da comédia.

Cada uma das fábulas narra as diversidades do comportamento humano, sem cair nas armadilhas da arte que faz do discurso sua meta explícita. A primeira é sobre a burocracia, e termina com uma pergunta bem pertinente e atemporal: “Por que todo Estado se torna burocracia?” A cena retrata a rotina de um grupo de funcionários de uma pequena repartição pública cumprindo seus afazeres e delirantemente se imaginando serem deuses do Olimpo.

“Por que toda Arte vira negócio?” Essa é pergunta que encerra a segunda fábula. A cena acontece de modo inusitado em um jantar na noite de Natal, em que todos os presentes só dão início à ceia depois que termina uma discussão sobre os valores absolutos no modernismo e pós-modernismo.

A terceira e derradeira fábula se passa em uma noite de autógrafos de um livro infantil. Enquanto o escritor participa desta sessão, sua esposa se encontra em casa,  atormentada com a possibilidade da perda repentina do bebê que acabara de nascer. Mas não pense você que por ser a última fábula encenada esta não traz um questionamento no final. E a pergunta que faz o espetáculo findar, e ecoa por todo o teatro é “Por que toda Religião vira superstição?”

A contemporaneidade do texto de Spregelber traz à tona a reflexão sobre pontos relevantes, para uma compreensão mais profunda do universo humano, da sociedade e da religião. Na visão do diretor Guilherme Weber, que há tempos se dedica a estudar a dramaturgia latino-americana, situar no Brasil estas fábulas morais, é resignificar as contradições de nossa identidade e enaltecer o surrealismo da obra do argentino.

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