Aos gritos de é campeã, Imperatriz se destaca no último dia de desfiles de Série A

A Marquês de Sapucaí, na região central do Rio de Janeiro, recebeu  na noite deste sábado (22), o último dia dos desfiles das escolas de samba da série A, a disputa pelo título começou na sexta-feira (21), com o desfile das primeiras sete concorrentes. A campeã deste ano desfila em 2021 no Grupo Especial e as duas últimas colocadas descem para a série B, que desfila na Estrada Intendente Magalhães, em Madureira. Para manter o público animado, as agremiações levaram para a avenida alegorias e fantasias luxuosas e coloridas. A escola de samba niteroiense, Acadêmicos do Sossego foi a primeira se apresentar.

A azul e branca de Niterói, cidade vizinha ao Rio, abriu os desfiles da noite. A agremiação foi a décima segunda colocada no desfile do ano passado. A Sossego decida a dar uma guinada para mudar sua história, e ter uma colocação melhor no carnaval de 2020, resolver trazer para defender o pavilhão, o carnavalesco Marco Antônio Falleiros. Mas o trabalho foi concluído pela dupla Guilherme Diniz e Rodrigo Marques, que assumiram há 15 dias do desfile.   “Os tambores de Olokun” foi o enredo desenvolvido por Marco, que celebrou as raízes sagradas, históricas e personagens do cortejo negro que nasceu em Pernambuco, unindo o samba ao maracatu. Apesar de a escola ter problemas com alegorias e correria de componentes conseguiu fazer seu desfile dentro das normas estabelecidas pela Liga das escolas de samba do Rio de Janeiro (LIERJ).

A segunda agremiação a passar pela a avenida foi a Inocentes de Belford Roxo, que trouxe o enredo falando sobre a maior jogadora de futebol mundial de todos os tempos – Marta. A escola narrou o enredo “Marta do Brasil – Chorar no começo para sorrir no fim”, o carnavalesco de Jorge Caribé contou a história de glórias, luta e superação da jogadora nos campos e na vida. As fantasias destacaram a bola de futebol, instrumento de trabalho de Marta, a jogadora entrou na avenida em cima do último carro junto com sua mãe e outros familiares.

A vermelha e branca da zona oeste do Rio de Janeiro, a Unidos de Bangu, é a terceira escola de samba da série A à entrar na Sapucaí no início da madrugada deste domingo (23). A agremiação levou para à avenida a origem do continente africano através da visão de um Griô, senhor sábio contador de história da Velha África. A Unidos de Bangu também passou por mudanças em seus quadros até chegar ao carnavalesco Bruno Rocha, que desenvolveu o enredo “Memórias de um Griô: a diáspora africana numa idade nada moderna e muito menos contemporânea”. Assim como a escola anterior, desfilou sob uma chuva fina que não lhe causou grandes problemas.

A quarta agremiação a passar pela Marquês de Sapucaí foi a Acadêmicos de Santa Cruz. O carnavalesco Cahê Rodrigues, que ainda integra comissão responsável pelo desfile da União da Ilha, em seu enredo nos contou os feitos, personagens, estórias e a cultura da cidade cearense Barbalha, do nordeste brasileiro. A última vez que a agremiação desfilou no Grupo Especial foi em 2003. Com 20 alas, três carros e um tripé e 2.400 componentes, a Santa Cruz conseguiu manter seu desfile abaixo dos 55 minutos.

Foi aos gritos de, é campeã, que a quinta escola de samba desfilar, a Imperatriz Leopoldinense entra na avenida. Para tentar a volta ao Grupo Especial o carnavalesco Leandro Vieira – também carnavalesco da Estação Primeira de Mangueira – resgatou o enredo já apresentada pela a verde e branca de Ramos, que deu o bicampeonato a escola em 1981. Uma homenagem ao célebre compositor Lamartine Babo. A Imperatriz Leopoldinense desfilou este ano pela série A, em razão do rebaixamento sofrido no ano passado.  O desfile seguiu com referências à importância do homenageado no futebol. Alas representavam os quatro grandes times do Rio e a grande paixão do músico, o América. A escola encerrou seu desfile aos 53 minutos sem nenhum problema.

Ao som de paranauê, a Unidos de Padre Miguel foi a penúltima escola a passar na Sapucaí. O enredo Ginga, enalteceu a trajetória histórica capoeira – manifesto cultural de matriz africana, hoje praticada e conhecida em todo território nacional e em diversos países. Salve a capoeira. Como era de se esperar o gingado de capoeira apareceu em diversas vezes no desfile da vermelha e branca da zona oeste. A UPM, como também é chamada, teve problemas em sua segunda alegoria, exibindo um grande buraco no desfile por alguns minutos. O resto do desfile seguiu sem grandes incidentes.

Foi em ritmo de protesto, exigindo que não se pode falar de educação sem amor, que a escola de samba Império da Tijuca fechou os desfiles da série A do carnaval 2020. O carnavalesco Guilherme Estevão, de 24 anos, homenageou a história de Evandro dos Santos, o homem livro. A escola veio para a avenida com 20 alas, três carros, um quadripé e 1.500 componentes com 54 minutos.

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