Táxi x Apps de transporte individual de passageiros

A guerra entre taxistas e motoristas por aplicativos, vem se arrastando à aproximadamente 6 anos e até agora nada ou quase nada foi feito para resolver a situação.

Com o início do serviço de transporte individual de passageiros, feito por carros de “app” (aplicativo), em 2014, os taxistas que eram a única opção para a população da cidade do Rio de Janeiro, tiveram uma redução drástica em suas demandas de serviço e rendimentos.

As empresas como a Uber, 99, Cabify e tantas outras, chegaram ao mercado com uma nova proposta de serviço para a população. Com um valor atrativo em suas “corridas”, alguns mimos como água e balas, motoristas “aparentemente” mais educados, cordiais e apresentáveis, carros relativamente novos e modernos, a população foi aderindo a novidade que caiu no gosto popular.

Para os “motoristas parceiros”, foi oferecido como uma outra opção para o complemento de renda, o que acabou se tornando a única fonte de renda. Muitos taxistas ficaram revoltados, mas outros viram uma forma de se livrarem das “diárias” cobradas por seus permissionários/autorizatários. Estes motoristas acreditaram que poderiam pagar as prestações de um carro novo com o dinheiro que eram da diária, o que teoricamente fazia sentido. Mas com o tempo, percebeu se que não era bem assim. Além das prestações, vieram o seguro, manutenção e encargos fiscais.

Por outro lado, os taxistas começaram a se confontrar com os motoristas de apps, chegando por muitas vezes, as vias de fato. Com discursos prontos como: “é proibida a execução deste serviço”; “eles não pagam nenhum encargo”; ” eles são piratas, trabalham na clandestinidade” e etc, os taxistas foram perdendo espaço, inclusive pra eles mesmos. Além dos taxistas auxiliares que migraram para trabalhar com aplicativos, donos de autonomias, que alugavam seus taxis, começaram a trabalhar com o outro modal, ganhando dos dois lados, inclusive, alugando carros particulares cobrando diárias.

Ao longo desta disputa aguerrida entre o taxis e as empresas de apps, seus motoristas começaram a passar dificuldades. O taxista por não ter passageiro, atrasava o pagamento das diárias e os de aplicativo, por conta do número descontrolado de carros cadastrados, batiam cabeça na rua.

Com início da pandemia do Coronavirus, a situação ficou ainda pior. Empresas com funcionários trabalhando de casa (home Office), escolas, comércios, Shoppings, cinemas, teatros e pontos turísticos fechados, deixaram a cidade vazia o que levou não só os funcionários destes estabelecimentos, mas estes motoristas, a uma situação financeira degradante.

As eleições pra prefeito e vereadores, mais uma vez bate à porta e com ela a esperança pra solução deste impasse.

Conversando com um  representante da categoria de taxistas, foi mencionado um projeto de lei que sugere/ pede a regulamentação do serviço oferecido por estas empresas. O projeto pede:

*Uma redução para até 2/3 de sua frota, comparada ao número de taxis regulamentados na cidade;

*Que apenas motoristas residentes na cidade do Rio de Janeiro podessem trabalhar aqui (os demais motoristas só poderiam pegar passageiros com destino final as suas cidades de origem);

*Que os carros fossem padronizados para melhor identificação, assim como os taxis;

*Que tanto as empresas e os motoristas pagassem os impostos de forma transparente;

*A cobrança das viagens realizada por taxistas seria feita como nos carros de apps (evitando assim uma possível manipulação no valor final de cada corrida), descartando o taxímetro e equiparando seus valores ( a prefeitura já criou um aplicativo exclusivo para o táxi, o Táxi Rio);

*Vida útil dos carros equiparado ao dos taxis e muito mais.

OBS: A REPRODUÇÃO DOS TÓPICOS SÃO APENAS O RELATO DE UM REPRESENTANTE, O QUE NÃO CONDIZ NECESSARIAMENTE COM A INTEGRA DO TEXTO NO PROJETO DE LEI.

Com a regulamentação, o trânsito melhoraria com a redução de carros circulando, equilibraria a concorrência (leva o passageiro quem oferecer o melhor serviço, independente do valor) e etc.

Fala se muito em Plano Diretor e Mobilidade Urbana, quando o assunto é a regulamentação. Se levarmos em conta, que a cidade do Rio de Janeiro, além de sua população fixa (moradores) tbm tem a população flutuante (moradores das cidades vizinhas que trabalham aqui e os turistas), estas medidas podem ajudar muito com a regulamentação. E isso pode ser bom não só para os taxistas e motoristas de aplicativo, mais também para toda cidade.

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