Alô, Rio. Alô, Prefeito #2

Passageiros andando pela trilha do Trem: Cena comum no cotidiano do povo carioca

No 2° episódio da nossa série trazendo alguns dos principais problemas do Rio, hoje falaremos daquilo que é motivo de dor de cabeça do Carioca: Transporte 

Por Luis Cesar Pereira

Trens, metrôs, ônibus lotados. Há anos essa é a rotina do povo carioca e fluminense. Infra estrutura deficitária e ineficiente para atender milhares de pessoas diariamente. O transporte deveria ser uma das principais plataformas dos programas de governo dos candidatos à prefeitura do Rio.

Com a pandemia do coronavirus, essa situação de super lotação passou a ser uma bomba relógio: As companhias diminuíram a oferta para evitar aglomerações, o que teve um efeito contraproducente. Mais pessoas reunidas em menos vagões e conduções. As companhias, tais como o Metrô Rio, A Supervia e empresas de ônibus argumentam que tiveram perdas financeiras grandes com a diminuição do tráfego de pessoas.

O Metrô Rio mesmo quis aumentar o valor da tarifa durante ápice da doença em solo carioca. Mas a estrutura? Permaneceu inalterada. E a malha permanece a mesma há anos. Numa cidade que precisa de integração, faltam estações de metrô em locais de grande apelo populacional.

É preciso investigar, questionar e propor melhorias para o transporte público. Principalmente com a Supervia: A companhia cobra uma tarifa alta, mas seus serviços são medíocres. Anteontem, dia 19, um trem de passageiros foi sequestrado por criminosos na altura da estação de Triagem. Falta segurança, boa estrutura e fiscalização. Há anos que a Supervia opera os trens na capital e baixada e não é duramente questionada.

A situação vai além de problemas administrativos: Há sucateamento e falta de controle principalmente na Zona Oeste. Onde milícias controlam o transporte com vans clandestinas e aliciamento de passageiros. Ônibus caindo aos pedaços também não é novidade. É preciso enfrentar a máfia dos ônibus, famílias poderosas que lucram ano a ano e mantêm a prefeitura sob rédeas curtas.

Nos últimos anos, se percebeu uma regularização de vans por parte de prefeitura. Adoção das máquinas de RioCard e alguma melhoria foi sentida. A proibição de vans no Centro e Zona Sul da cidade foi uma boa, mas as zonas Norte e Oeste continuam em segundo plano. Criminosos controlando algo que deveria ser do domínio público. Não podemos nos esquecer da falta de segurança dos passageiros e a restrição aos bilhetes únicos universitários por parte do atual prefeito da cidade: Marcelo Crivella.

Medida essa que só prejudicou a população: Estudantes(como eu) principalmente. Com a pandemia, esses problemas ficaram adormecidos. Mas com a eminência das eleições municipais, eles voltam à tona. Transporte é coisa séria. É o que torna possível deslocamentos e a vida na cidade. E no Rio de Janeiro, é problema antigo e que precisa ser transformado, modificado. Para melhor.

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