Alô, Prefeito #5

No último episódio da nossa série, traremos uma das maiores mazelas da sociedade carioca e um dos maiores desafios da próxima gestão: A saúde

Por Luis Cesar Pereira

Entra gestão, sai gestão, a situação não muda: A qualidade da saúde pública na cidade do Rio permanece ruim. Há uma série de atores envolvidos nesse enredo que vai muito além da responsabilidade da Prefeitura. Vamos elucidar alguns deles.

Em primeiro lugar é preciso elogiar a iniciativa do SUS. Surgida junto com a redemocratização no final da década de 80, o acesso público, gratuito e universal à uma saúde de qualidade é medida de países de primeiro mundo como Inglaterra, Alemanha e Canadá(Embora esses restrinjam o acesso às populações locais, portanto o Brasil vai além deles ao atender também estrangeiros)

Funciona? Sim e não. O SUS realiza anualmente cirurgias e atendimentos que variam do simples ao complexo. Porém o sucateamento do sistema, A falta de investimento do governo federal atual e as dimensões continentais do Brasil dificultam o atendimento. Alguns dos responsáveis pelo sucateamento? As empresas privadas. Até porque a quem mais interessaria que o nosso sistema de saúde não fosse eficiente para poder rivalizar com o atendimento particular?

Com um lobby contrário e a falta de investimento do poder público, se explica um pouco as razões do nosso sistema de saúde não ser dos melhores.

Em segundo lugar, a falta de valorização, problema crônico, dos profissionais da saúde ficou evidente agora em tempos pandemicos. Uma melhoria da saúde passa por melhorias salariais, estruturais e de segurança.

Por último, escolher representantes que verdadeiramente defendam serviços públicos de qualidade. Que não apelem à privatização como solução fácil e imediata. O Brasil é um país cuja população é muito carente do estado, logo a saúde, bem tão essencial para uma boa qualidade de vida, não pode ser esquecida.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*